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| Adventismo Evangélico X Adventismo Tradicional. Os ASD devem continuar sendo considerados como evangélicos? |
DA CONTROVÉRSIA À CRISE: UMA AVALIAÇÃO ATUALIZADA DO ADVENTISMO DO SÉTIMO DIA
Por Kenneth R. Samples
Original no Christian Research Journal, Verão de 1988,
Vol. 11, Número 1, página 9
Copyright© 1994 Christian Research Institute
Desde seus primórdios, em meados do século dezenove, o Adventismo do Sétimo Dia (ASD) continuou sendo extremamente polêmico entre os cristãos evangélicos (definindo-se o evangelismo como um movimento no moderno cristianismo protestante que enfatiza a conformidade com a teologia ortodoxa, o evangelismo e, particularmente, o novo nascimento). De fato, tinha algo de consenso entre os eruditos evangélicos no sentido de que o ASD era pouco mais que um culto não cristão até a década de 1950, quando Donald Grey Barnhouse e Walter Martin iniciaram uma abarcante avaliação da teologia adventista. Após milhares de horas de investigação e extensas reuniões com oficiais adventistas, Barnhouse e Martin chegaram à conclusão de que o ASD não era uma seita anti-cristã, senão muito mais uma denominação cristã algo heterodoxa (isto é, que se apartava da doutrina aceita).
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| Walter Martin |
Em meados da década de 1970, tinham surgido no ASD duas tendências claramente diferenciadas: O Adventismo Tradicional, que defendia muitas das posições adventistas de dantes de 1950, e o Adventismo Evangélico, que enfatizava o modo em que a Reforma entendia a justificação pela fé. Esta controvérsia cedo deu lugar a uma verdadeira crise interna que fragmentou severamente à denominação. Em princípios da década de 1980, uma severa disciplina denominacional contra certos dirigentes adventistas evangélicos deixou decepcionados a muitos adventistas.
Estes acontecimentos levaram certo número de evangélicos a se perguntar se os ASD deveriam continuar sendo considerados como evangélicos. O propósito deste artigo é resolver diretamente esta pergunta enquanto examinamos os controvertidos diálogos evangélicos/ASD da década de 1950, bem como seguir o rastro dos pontos doutrinários em disputa que têm contribuído para a crise de identidade do adventismo.





